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Assim funciona a rodovia eletrificada

A partir desta semana, a Alemanha conta com um trecho de rodovia eletrificada: dez quilômetros da Autobahn na passagem pelo Estado de Hesse, região central do país, onde foi instalado um sistema de condutores elétricos aéreos, as catenárias, parecido ao utilizado por trens para obter energia. Mas, neste caso, o sistema alimenta caminhões híbridos.

Estes caminhões têm dois meios de propulsão: um motor a diesel convencional e um motor elétrico. Diferentemente de outros veículos híbridos, o motor de combustão não fornece energia ao motor elétrico. Em vez disso, os caminhões híbridos desenvolvidos pela Scania contam com pantógrafos instalados no teto, como nos trólebus, que se levantam para fazer contato com a catenária da qual os veículos obtêm a eletricidade. A mesma conexão através do pantógrafo serve para devolver à rede elétrica o excesso de eletricidade —por exemplo, a que se produz quando o caminhão freia ou quando se reduz a marcha.

O sistema não é muito diferente do utilizado por trólebus anos atrás

Para mudar o modo de funcionamento do caminhão —passar do motor a diesel para o motor elétrico—, o motorista não tem de fazer muita coisa: o pantógrafo “inteligente” se ativa automaticamente quando chega a um trecho de estrada eletrificado, desde que veículo circule com velocidade máxima de 90 km/h, e se desconecta e se recolhe de novo quando o caminhão está a ponto de sair desse trecho. O motor a diesel começa, então, a funcionar. Embora o sistema não seja muito distinto do utilizado pelos trólebus, existe uma diferença importante: ao contrário dos trólebus, os caminhões híbridos podem circular fora das linhas elétricas de forma convencional, utilizando o motor a diesel.

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