A logística reversa de embalagens plásticas está entrando em uma nova etapa no Brasil.
Entre as principais determinações estão a meta de 32% de reciclagem das embalagens colocadas no mercado e a utilização mínima de 22% de resina pós-consumo (PCR) em novas embalagens. Esses percentuais deverão avançar gradualmente até 2040, quando as metas previstas chegam a 50% de reciclagem e 40% de conteúdo reciclado.

Mais do que estabelecer números, o decreto reforça a ideia de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida das embalagens. Fabricantes e importadores precisam adotar critérios de reciclabilidade, cumprir as metas de conteúdo reciclado e garantir a destinação ambientalmente adequada dos materiais. Comerciantes e distribuidores também possuem responsabilidades, enquanto os consumidores participam desse processo por meio da separação e destinação correta dos resíduos.
Um dos principais pontos de atenção para as empresas será justamente a comprovação dos resultados. De acordo com a notícia publicada pelo Mundo do Plástico, os responsáveis pelos modelos individuais ou coletivos de logística reversa deverão apresentar, até 30 de julho de cada ano, um relatório referente aos resultados obtidos no ano anterior.
Isso significa que as empresas precisam começar a estruturar seus processos desde já, reunindo informações e mecanismos que permitam demonstrar a origem dos materiais, os volumes recuperados e a utilização de conteúdo reciclado.
O cenário também evidencia a importância da rastreabilidade dentro da cadeia do plástico. Programas como o Recircula Brasil, desenvolvido pela ABIPLAST em parceria com a ABDI, trabalham justamente com o rastreamento de resíduos e produtos que utilizam matéria-prima reciclada, permitindo a emissão de certificados verificados por terceira parte.
Para a indústria de embalagens, as novas exigências representam também uma oportunidade de avançar em direção a modelos mais eficientes de utilização de recursos.
A discussão sobre sustentabilidade deixa de estar concentrada apenas no descarte e passa a envolver todo o ciclo da embalagem: desenvolvimento, produção, utilização, recuperação, reciclagem e reinserção da matéria-prima na cadeia produtiva.
Na Pomerplast, acompanhamos as transformações do setor e buscamos desenvolver soluções que conciliem desempenho, qualidade e alternativas relacionadas à sustentabilidade e à economia circular. A evolução das embalagens passa não apenas pela tecnologia de produção, mas também pela capacidade de toda a cadeia trabalhar de forma integrada.
Com a primeira comprovação das metas prevista para 2027, o momento de avaliar processos, buscar informações e estruturar procedimentos é agora. Para as empresas que colocam embalagens plásticas no mercado, estar preparado para demonstrar os resultados será cada vez mais importante para atender à legislação e acompanhar a transformação do setor.
